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Fontes / Metodologia

Como classificamos as fontes

As etiquetas de tendência e os níveis de fiabilidade que aparecem no Entrever são classificações editoriais próprias. Esta página explica como são atribuídas, em que se baseiam e — tão importante quanto isso — o que elas não são.

Tendência política

Cada fonte recebe uma posição num espetro de cinco pontos (esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita, direita) ou fica sem classificação quando não faz sentido (desporto, imprensa especializada). A atribuição pondera: linha editorial declarada, histórico de posições em editoriais e opinião, enquadramento recorrente de temas politicamente divisivos, e a perceção pública documentada. A classificação aplica-se à publicação, não a cada artigo — uma peça individual pode sempre desviar-se da linha da casa.

Fiabilidade (1–5)

Mede práticas jornalísticas, não concordância: separação entre notícia e opinião, políticas de correção públicas, citação de fontes primárias, historial de retratações e sensacionalismo. Um 5 não significa "diz a verdade"; significa "processos que tornam os erros raros e corrigíveis".

Corroboração externa

Não existe, para o panorama mediático português, nada comparável ao AllSides ou à Ad Fontes Media (que cobrem sobretudo os EUA). O Media Bias/Fact Check tem entradas para alguns órgãos portugueses; quando existem, são consultadas e a nota editorial da fonte pode referenciá-las. Não apresentamos classificações de terceiros como nossas, nem as nossas como de terceiros.

Quem decide e como se contesta

As classificações são mantidas pela equipa editorial e revistas quando há razões — mudança de propriedade, de direção editorial ou argumentos fundamentados de leitores. Discorda de uma classificação? Escreva-nos com exemplos concretos: o contacto está na página de privacidade. A nota editorial de cada fonte em /fontes documenta o contexto da atribuição.

O que estas classificações não são

Não são medidas de verdade artigo a artigo, não são juízos sobre jornalistas individuais e não afetam o que o Entrever mostra — todas as fontes ativas contribuem para as histórias. Servem para o leitor ver de onde vem a cobertura e detetar ângulos mortos, não para filtrar o mundo.